"Rappers Delight - Sugarhill Gang"
Ninguém diria que as raízes de um estilo musical poderia ser tão funky.
Para quem não sabe, este foi o primeiro single editado da história do RAP. Wonder Mike, juntamente com RUN D.M.C, Grandmaster Flash and the Furious Five ou Funky 4+1 foram as raízes do estilo musical que pela primeira vez juntava um djing de pratos, uns moços a dançar, uns grafiteiros a grafitar e um MC a animar. O estilo nascido era o hip-hop.
Na metade dos anos '70 isto era o rap que nascia dos bairros de Bronx (NY), melodias que apelavam ao "move ya feet" e uma sonoridade bem funky que ilustrava temas como o chillin', o uso de drogas (na positiva, quase num sentido liberalista e hippie) ou até
Apreciem as raízes e oiçam com descontração! Se quiserem mais sons deste genero (old skool + funky beat) , eu posso dizer-vos títulos por exemplo o "Rapping And Rocking The House" dos Funky 4 +1 (a primeira banda de rap com uma vocalista), "White Lines" dos Grandmaster Flash & The Furious Five (que é a música dos separadores da Sic Radical) ou a "AJ Scratch" do Kurtis Blow.
Espero que tenham gostado desta breve elucidação sobre as raízes do RAP, eu também não sou um especialista mas tentei partilhar os poucos conhecimentos que tenho.
Esperem pela próxima, vou trazer-vos algo muito bom.
A agressividade e o conteúdo social em simbiose perfeita.
Meus amigos, que muito se esforçaram por aqui chegar, na nossa segunda lição (a primeira está aqui) eu trouxe-vos Tupac. Tal como tinha dito na Lição Nº1, o Tupac foi a grande referência do hip-hop da zona Oeste da América nos anos '90. Ao contrário de B.I.G (2 álbuns de estúdio + 2 álbuns póstumos), Tupac foi bastante mais prolífero a nível discográfico, tendo lançado 6 álbuns de estúdio + 9 álbuns póstumos, o que convenhamos, para um artista morto, ainda é alguma coisa.
Fazendo uma comparação com o RAP que se produzia na zona Este, este aqui da zona Oeste (muito baseado pelo o que Tupac fazia) é conhecido por ser mais agressivo e menos ostensivo (sobretudo nos anos '90) tendo uma preocupação pela quase documentação verbal dos problemas socias e de como é viver no ghetto. Actualmente, parece-me que a ostentação é cada vez maior e que a West Coast se tornou muitas vezes no que muitas pessoas entendem ser o rap: drogas, carros e mulheres. No entanto e apesar desta consideração ser levada a sério devido à quantidade de trash rap que se encontra actualmente, o early rap até metade dos anos '90 era bem mais profundo e bem menos superficial. Este era um veículo de exposição social, onde o rapper encontrava as palavras necessárias para descrever o que ele e as pessoas como ele viviam e sobreviviam no meio de uma circunstância muitas vezes degradada e perigosa da zona oeste.
O RAP do Tupac acompanhou mais ou menos uma tendência musical. À medida que o tempo foi passando, vemos o RAP de Tupac ser gradualmente mais agressivo e a perder uma tal smoothness que era tão característica do tal momento old school que o rap viveu; vejam por exemplo a música "Me Against the World" e a "Untouchable".
Esta música, uma das minhas preferidas, fez parte da banda sonora do filme "Gridlock'd (1997)" - filme onde Tupac também actuava, tendo este também participado em outras 13 películas.
Uma melodia bem fresquinha e agradável.
Começamos esta nossa epopeia pela história e o Mundo do RAP em geral com uma referência à divisão mais ou menos geográfica que ainda existe nesta indústria tão prolífera de artistas, beats, sons e merda em forma de discos (sim, isto porque existe lixo e lixo em forma de LP que mais valia nunca terem saído da alma de um "artista").
Portanto, com Notorious B.I.G eu vou-vos remeter para os anos '90, anos que foi evidente uma "guerra" em forma de rivalidade entre a produção musical saída da zona Oeste (West Coast) e a outra saída da zona Este (East Coast). B.I.G ou Biggie Smalls para os amigos, era (o maior) artista da Bad Boy Records, a grande produtora de discos RAP na zona este o que levou por afinidade de causa a que fosse também ele, o B.I.G, o artista a dar a cara pelos valores vindo do Este. Por outro lado, na zona Oeste, Tupac era por sua vez o maior artista da Death Row Records, a produtora do outro lado do país que formava a outra face da moeda nesta guerrilha de rivalidades.
Esta rivalidade nos anos '90 foi acompanhada pelas pessoas que apenas ouviam, sentiam e lutavam pelo que era local e regional. Aliás, foi esse sentido de regionalidade (ser do Oeste, ouvir do Oeste; ser do Este, ouvir do Este) que levou às mortes, tanto de B.I.G como de Tupac, em 1997 e 1996 respectivamente.
Actualmente, continua a existir uma rivalidade mas esta pauta-se de algum vitalidade saudável. Na minha opinião, o que agora resta destes sentimentos regionais só servem para fomentar a competitividade e a boa música.
Digam lá? Aprenderam, não aprenderam? Pois claro que aprenderam!
Oiçam mas é a música.
Lembrem-se que quando se ouve RAP tem obrigatoriamente de se prestar atenção à letra. O liricismo é o mais importante porque é ele que vai valorizar a própria harmonia e não o contrário.
Portanto, a cada dia que passa, vão ter aqui (e na minha página do facebook) uma fantástica melodia que nos remete para a sublime magia que o rap nos proporciona. Há sempre a possibilidade de não gostarem, mas isso nao faz mal, eu também odeio os vossos AC/DC's e pedras rolantes.
E como o pequeno Tyler, The Creator dizia...SWAAAAAAAAAAG!
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Lições:
Lição #1 - Notorious B.I.G - Everyday Struggle


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