
É verdade meus senhores e minhas senhoras. Luís Ismael, realizador de quem eu muito prezo, cidadão da minha terra e frequentador dos mesmos espaços que a minha pessoa, volta ao ataque no panorama nacional do cinema português. Vá, não sejam púdicos nem muito menos moralistas. Não encarem este filme com o desprezo habitual do "haaa, uhhh, isto não é nenhum filme, quero o meu dinheiro...blá, blá, blá, preferia ver estar a tocar na minha vuvuzela laranja do que estar a ver isto..." Enfim. Esqueçam as vossas mentes alienadas pelo bom gosto, não é preciso bom gosto para ver este filme, para ver - acima de tudo - este conceito. Libertam a vossa promiscuidade que tanto vos impede de apreciar as coisas mais icónicas e sinceras que vos aparecem a frente. Neste filme, não interessa a história, nem o argumento, nem a perícia de executar fantásticos planos sequenciais com a câmara. Neste filme o que interessa é a abertura que cada pessoa pode ter para apreciar um dos filmes mais simpaticamente absurdos e humanamente geniais que o público português já teve opurtunidade de ver.
Tenho todo o orgulho de dizer que os filmes antecedentes a este foram filmados soretudo na minha cidade e que os cenários podem ser encontrados no meu quotidiano o que torna o filme extremamente apelativo para o ver. O meu único conselho é que se deixem abordar pelo humor tão grosseiro e ao mesmo tempo natural que o filme vos oferece.

Eu fico espantado com a mediocridade de filmes que existe nos cinema em Portugal. Existe uma fraca (nula) aposta em filmes independentes e de baixo custo, sendo estes completamente "abafados" pelos mais comerciais - coisa que nunca espantou ninguém. Alguns pontos que, na minha singela opinião, eram bons de serem revistos por parte das distruibuidoras eram os seguintes: dar a conhecer ao público o cinema europeu, assim como o independente (tem que se neutralizar um pouco o monopólio americano), fazer mais sessões/dia (é impressionante como só existe 2 sessões do "Shutter Island" do Martin Scorsese, num cinema nortenho, enquanto existe 6 do "Date Night" - wtf!), pedir a opinião ao público (não percebo o porquê de nunca se terem lembrado de perguntar ao grande público o que realmente estes queria ver. Visto que os filmes são para eles.), e por último, incentivar (por favor) o cinema português, a FICA (Fundo de Investimento para o Cinema e o Audiovisual) estava no início com um fulgor de louvar, mas infelizmente no último ano não conseguiu manter o mesmo rendimento financeiro pro-activo e tem vindo a quebrar um pouco no que toca a investimentos particulares - sim, parece que são estes os únicos que fazem algo avançar neste país de "pequeninos". Esta quebra de investimento irá-se traduzir por si num retrocesso a nível cinematográfico no panorama nacional.
Para rematar esta ideia, acho uma completa injustiça o documentáro do Jorge Pelicano "Pare, Escute e Olhe" estar em apenas DOIS cinema no nosso país (um no Norte e outro no Sul). Isto depois do fabuloso "Ainda há Pastores" - com um trabalho de fotografia espectacular.
Isto são alguns desabafos, solenes, que tinham necessidade de ser expressados. Já agora...sou o único a achar que os bilhetes de cinema estão caríssimos?
-Este foi o primeiro post deste blog, mas como agora este blog está com mais visitas, pode ser que consiga passar a mensagem. No
entanto pode ser visto no http://riotsystem.blogspot.com (o meu outro blog).

Eu fico espantado com a mediocridade de filmes que existe nos cinema em Portugal. Existe uma fraca (nula) aposta em filmes independentes e de baixo custo, sendo estes completamente "abafados" pelos mais comerciais - coisa que nunca espantou ninguém. Alguns pontos que, na minha singela opinião, eram bons de serem revistos por parte das distruibuidoras eram os seguintes: dar a conhecer ao público o cinema europeu, assim como o independente (tem que se neutralizar um pouco o monopólio americano), fazer mais sessões/dia (é impressionante como só existe 2 sessões do "Shutter Island" do Martin Scorsese, num cinema nortenho, enquanto existe 6 do "Date Night" - wtf!), pedir a opinião ao público (não percebo o porquê de nunca se terem lembrado de perguntar ao grande público o que realmente estes queria ver. Visto que os filmes são para eles.), e por último, incentivar (por favor) o cinema português, a FICA (Fundo de Investimento para o Cinema e o Audiovisual) estava no início com um fulgor de louvar, mas infelizmente no último ano não conseguiu manter o mesmo rendimento financeiro pro-activo e tem vindo a quebrar um pouco no que toca a investimentos particulares - sim, parece que são estes os únicos que fazem algo avançar neste país de "pequeninos". Esta quebra de investimento irá-se traduzir por si num retrocesso a nível cinematográfico no panorama nacional.
Para rematar esta ideia, acho uma completa injustiça o documentáro do Jorge Pelicano "Pare, Escute e Olhe" estar em apenas DOIS cinema no nosso país (um no Norte e outro no Sul). Isto depois do fabuloso "Ainda há Pastores" - com um trabalho de fotografia espectacular.
Isto são alguns desabafos, solenes, que tinham necessidade de ser expressados. Já agora...sou o único a achar que os bilhetes de cinema estão caríssimos?
-Este foi o primeiro post deste blog, vou revisto por mim (Tiago Vitória), mas no
entanto pode ser visto no http://riotsystem.blogspot.com (o meu outro blog).


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