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  <title>Tiago Vitória</title>
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  <updated>2012-04-13T22:13:20Z</updated>
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    <issued>2012-04-13T23:08:34</issued>
    <title>Entregar à Guiné</title>
    <published>2012-04-13T22:13:20Z</published>
    <updated>2012-04-13T22:13:20Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Pediram-me para enviar bons pensamentos à Guiné. Eles estão a passar um momento difícil (ainda mais, sim) e eu entrego-lhes estas pequenas palavras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Desejo-vos um dia radioso, onde o Sol se sintam nos poros mais reconditos da vossa pele. Desejo-vos também uma nuvens carregadinhas de chuvinha, quando chuver, chapinem nas ruas e nas ruelas, saltem para a água e transpirem alegria ao mesmo tempo que se fazem senhores da vossa cidade e da vossa vida. Cantem C'est Beau La Bourgeoise e não se escondam no facilitismo que é recusar a chuva. Há o arco-íris, podem contemplar! É sinal de que também há um Sol.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;- &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-01T19:27:37</issued>
    <title>Mac.</title>
    <published>2012-04-01T18:38:04Z</published>
    <updated>2012-04-01T18:38:04Z</updated>
    <category term="inspira-me"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Se por muitos anos usei PC, foi porque não sabia das potencialidade de um pequeno grande Macintosh. Se agora não uso mais Mac é porque não sei onde foram parar as potencialidade da minha carteira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uso Mac porque há um conjunto de factores, que conjugados, não me deixam alternativa possível, entre eles: multiplicidade de programas que se usa na área de audiovisuais e a escola de audiovisuais ter uma multiplicidade de personas que (apenas) usam Mac.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para quem não anda numa área artística (onde é preciso uma maior variedade de programas como referi - sem elitismo), devo apontar que a simplicidade de processos, a despreocupação acerca de anti-virus e erros tipicamente windowsianos, a fiabilidade técnica da máquina e o seu visual são todos factores que destronam o pc. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, esta loucura por macs e pela Apple deixa-me bastante céptico acerca da veracidade social de quem agora compra. Desde que vi pessoas com macs a usarem sistema operativo da windows, já diz muita coisa...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-03-09T18:30:58</issued>
    <title>Masterclass com Vasco Pimentel </title>
    <published>2012-03-09T19:00:35Z</published>
    <updated>2012-03-09T19:00:35Z</updated>
    <category term="arquivador da minha vida"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yBbXm25RqhA/TIkjqPAsRzI/AAAAAAAAABY/CZRbNFQk-Dw/s1600/aquele+querido+mes+de+agosto+3%2B.png" alt="" width="477" height="217" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi de uma forma exuberante, descontraída mas não menos pedagógica e séria que Vasco Pimentel conduziu uma Materclass promovida pela &lt;a href="http://www.facebook.com/estaleiro"&gt;Estaleiro&lt;/a&gt; na Escola Superior de Educação, no Porto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encarregado do departamento sonoro, Vasco Pimentel já trabalhou com inúmeros realizadores como João César Monteiro, Teresa Villaverde, João Botelho, Wim Wenders ou Miguel Gomes - com o qual trabalhou no último filme premiado do realizador, "Tabu". Vasco Pimentel é um nome já consagrado e reconhecido da indústria cinematográfica portuguesa, no entanto, esse estatuto não foi redutor de uma próximidade única e brilhantemente pessoal que foi imprimida na sua palestra de 2 horas, onde se abordou temas desde a percepção sonora até à própria partilha de experiências e problemas da sua carreira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A dispensa da aula de SOM I por parte do meu professor foi a melhor coisa que podia ter acontecido à minha manhã. Ter contactado com o Vasco Pimentel foi uma experiência inspiradora em todos os aspectos. A sua personalidade é de uma exuberância e peculiaridade excepcional, as suas palavras geravam um riso sincero por toda a sala. O responsável pelo departamento sonoro de filmes como "Aquele Querido Mês de Agosto" ou "Lisbon Story" deu-nos uma conversa contagiante com pequenos pormenores que realçavam em muito a forma expositiva de como contactava connosco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pessoas como eu, que estudam cinema, só podemos agradecer a disponibilidade mostrada durante toda a palestra e as palavras de determinação que, no meu caso, foram verdadeiras bombas de incentivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito obrigado Vasquinho!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-05T22:46:39</issued>
    <title>Futuro do Cinema Português</title>
    <published>2012-02-05T23:09:26Z</published>
    <updated>2012-02-05T23:09:26Z</updated>
    <category term="cinema - crónicas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://aeiou.visao.pt/imv/0/132/483/jl-1078-144c.jpg" alt="" width="503" height="726" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Terá de haver um período de reflexão sobre aquilo que se passa em Portugal a nível das artes e da cultura&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que será um país sem arte? Mais especificamente, o que o &lt;em&gt;Jornal de Letras, Artes e Ideias&lt;/em&gt; aborda, o que será um país sem cinema? Um país que perde os seus principais financiamentos estatais para a produção de cinema nacional?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Várias pessoas ligadas ao cinema em Portugal tentaram responder e pareceu-me mais que evidente que, umas com mais optimismo, outras com menos, nenhuma sabe ao certo o que será de Portugal e do seu cinema. Sabem que há valores, não sabem como os desenvolver. Eles próprios ligados ao cinema, não se sabem multiplicar para chegar ao público nem sabem de que forma o público se pode também multiplicar para ver mais cinema produzido em português.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu sou aluno de cinema (audiovisual mais concretamente). Sinto-me intimidado, sinto-me com medo. Escolhi o meu curso porque é aquilo que gosto, é aquilo que gostava de estudar e trabalhar. Desenvolvo todos os dias o meu gosto pela arte que estudo, esforço-me por saber mais coisas, por ver mais, por ler mais, por ouvir e refletir mais sobre ideias, circunstâncias e sobre as coisas que se passam à minha volta. Esforço-me por gostar de cinema e assusta-me que o meu esforço seja algo inconsequente perante a situação incerta que nos espera.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No meu ponto de vista, os financiamentos estatais para o cinema em Portugal sempre foram medidas inconsequentes e mal aproveitadas, mal geridas. O FICA é um financiamento fantasma, nunca se desenvolveu para se consolidar. O ICA, que financia à 40 anos, encontra-se em débito crescente e os seus principais activos foram reduzidos, ou seja, também estamos defronte a uma bolsa exaurível. Resta-nos esperar pela Nova Lei do Cinema lançada este mês. Não sei do que será produto desta lei...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda invocando a percepção que tenho das coisas, a solução não se vai encontrar inquirindo o governo daquilo que pode fazer e não faz. A solução está provavelmente na capacidade mecenática que os investimentos privados podem fazer em troca de retorno financeiro. Vejam o exemplo dos irmãos do Banco do Brasil, amantes da sétima arte que encontraram um equilíbrio entre o retorno financeiro na aposta à indústria cinematográfica do Brasil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Podemos não contar com o estado, ou com as empresas privadas, ou com os mecenas que por aí andam. Mas podemos contar com nós próprios e com o nosso descernimento em apoiar a cultura em Portugal e apoiar não só os novos valores mas apoiar também a formação de um novo público no cinema, seja ele português ou não. Refiro-me a um novo público formado no bom cinema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ajudem a dinamizar a causa e a apelar à opinião pública daquilo que se passa. É importante.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-21T23:46:41</issued>
    <title>Humberto D (1952)</title>
    <published>2012-01-21T23:54:38Z</published>
    <updated>2012-01-21T23:54:38Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://2.bp.blogspot.com/_uViY_YEBKI0/Sw0osg-sZGI/AAAAAAAAAwM/2yBsNEf1CyU/s1600/umberC..jpg" alt="" width="430" height="646" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi solene o momento em que vi Humberto D de Vittorio de Sica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O neo-realismo italiano tem a particularidade de nos deixar numa situação grande de reflexão, sobre tudo agora que estamos a passar por uma crise económica. As suas narrativas, além da linha extremamente ténue entre ficção e documental, encontra-se em elipse, isto é...começa da mesma forma que acaba. E toda a gente conhece o pós-guerra: começa em desgraça e acaba em desgraça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na aula de história do cinema, as luzes acenderam-se e foi inevitável ver uma pessoa a chorar e tantas outras com os olhos húmidos. Eu próprio se tivesse sentimentos chorava ao ver o filme. Brincadeira, por acaso não chorei porque estava frio - eu não choro no frio, penso que estou na Sibéria e as minhas lágrimas vão congelar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um humanismo extremamente próximo, documental e honesto, Humberto D é um retrato da sociedade, das pessoas e da relação de amor e carinho entre um homem e o seu animal de estimação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim, o Marley &amp;amp; eu é bonito, mas queiram ver o Humberto D, não se vão arrepender.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-21T12:35:13</issued>
    <title>My One Thousand Movies de Francisco Rocha</title>
    <published>2012-01-21T12:43:00Z</published>
    <updated>2012-01-21T12:43:00Z</updated>
    <category term="cinema - crónicas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;O blog My One Thousand Movies, projeto do Francisco é algo muito além do hobbie e do simples gosto pelo cinema. Este blog é o trabalho de alguém que quis mostrar e ensinar cinema, democratizando-o e divulgando-o com o maior apreço e dedicação para aqueles que o visitavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive a maior desilusão quando ouvi a notícia da suspensão do megaupload. Acreditem que fiquei mesmo fodido quando soube que, mais do que poder fazer o download de filmes, tinha perdido um dos acervos essenciais das minhas consultas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho muita pena Francisco e tu sabes o quanto eu gostava deste blog, fazia-te chegar isso sempre que podia. Foste e és uma mais valia para a blogosfera e o teu trabalho, pode ter sido apagado mas não foi certamente esquecido por aqueles que, tal como eu, gostavam de cinema e gostavam de saber mais sobre filmes - algo que sempre prezei acima de tudo no teu blog, não eram filmes, era aprendizagem sobre cinema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sei se esta situação será regularizada e o blog voltará a normalidade. Espero sinceramente que sim. No entanto, pode não acontecer e se assim for, não te peço para retomares o trabalho perdido mas peço-te para não desistires de trazer conhecimento à blogosfera. Isso é o essencial para as pessoas que conhecem a tua dedicação pelo cinema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;http://myonethousandmovies.blogspot.com&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-08T17:03:25</issued>
    <title>Miguel Goncalves e os gatos pretos.</title>
    <published>2012-01-08T18:00:07Z</published>
    <updated>2012-01-08T18:05:07Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;h6 class="uiStreamMessage"&gt;&lt;span class="messageBody" style="font-size: small; font-family: helvetica;"&gt;Como muitas outras pessoas, vi o vídeo do Miguel Gonçalves no TED e, por incrível que possa parecer ao comum dos mortais, não fiquei assim tão fascinado pelos gatos pretos e pelo peculiar sotaque. Estas ideias de palestras motivacionais já existem há vários anos nos E.U.A, Tony Robbins, Wayne Dyer e até mesmo o Deepak Chopra são profissionais na arte de falar e de motivar pessoas na procura dos seus objetivos e coisa e tal...&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;
&lt;p&gt;No entanto, esta moda do TEDx parece ter pegado em massa (e em Portugal). Não sei se por estarmos numa geração onde cada vez mais é preciso gerar motivação nas pessoas, ou se por outro lado, há tantos iluminados na arte de bem falar que seria um crime não aproveitar as suas - como eles dizem - "skills", a verdade é que, atualmente, as pessoas gostam e querem ser estimuladas através deste tipo de palestras da TEDx.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu não sou ninguém para dizer o que está bem ou o que está mal, muito menos sou um daqueles que gosta de ser da contra-cultura para dizer que todas as modinhas são maléficas e que devemos pensar pela nossa cabeça, mas a verdade é que DEVEMOS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu não tenho rigorasamente nada contra o Miguel Gonçalves, até estava achar piada ao seu método efusivo de aplanar o seu projeto, aliás, há ali coisas que deviamos realmente prestar mais atenção, como o facto do &lt;em&gt;europass&lt;/em&gt; estar completamente desatualizado e desajustado ao modo como as empresas selecionam trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, acho despropositado o rumo que aquela palestra do TEDx levou. Tenhamos discernimento para nos distanciar daquilo que foi dito na palestra e para analisar a NOSSA realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem querer estar a comentar o facto absurdo do uso de milhentas palavras em inglês que para mim é só "armar ao pingarelho", eu gostava de vos fazer uma pergunta, que para mim é a coisa mais simples à qual me posso questionar, se é só preciso chegar mais cedo e sair mais tarde, ir trabalhar com afinco, tremer as montanhas e esburacar todas as minas com todos os dentes que as nossas mães nos deram, &lt;strong&gt;porquê que as coisas não mudam?&lt;/strong&gt; Será que basta ter paixão e vontade para tudo funcionar como deve ser? Será que a vontade e a iniciativa nada têem a ver com a circunstância que nos rodeia, funcionando autonomamente para a concretização pessoal? Por favor acordem. Na vida real, NÃO HÁ GATOS PRETOS, aliás, que merda é essa de gatos pretos?! É uma metáfora para ideias, iniciativas? Eu não faço ideia como é que o uso de metáforas pode esclarecer tanto as pessoas em detrimento do uso de uma coisa chamada, EXEMPLOS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu não sei se vocês sabem mas as palavras ou equivalem a alguma coisa específica ou de nada significam. E não venham dizer que o que ele está a fazer é motivar as pessoas, para isso então as pessoas são um bando de autómatos que não sabem como se motivar nem sabem que - é um dado adquirido - se não formos criativos nem determinados, nos dias que correm, de nada servimos às empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;h1 class="uiStreamMessage"&gt;&lt;span class="messageBody" style="font-family: helvetica; font-size: medium;"&gt;É por haver pessoas demagogas que as massas impelam à construção de uma ditadura mental levada à cabo pela retórica. Usar metáforas para a vida real raramente dá certo.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Não tenho nada contra o Miguel Gonçalves, mas tenho antipatia a quem o quer endeusar. A quem quer endeusar uma pessoa que nos diz o que fazer utilizando gatos pretos. E eu não tenho nada contra os gatos pretos, tenho um aqui em casa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/M_f6Txwc-kk" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Mas sim, esforcem-se naquilo que querem e sejam determinados e criativos naquilo em que acreditam. Tudo pode dar certo se forem à procura de soluções e acreditarem sempre em vocês.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;Estão a ver, disse-vos a mesma coisa que o Miguel Gonçalves e não precisei de meia-hora nem de fábulas a gatos pretos. E além do mais, sejam sinceros, vocês já sabem hà muito o que fazer para serem bem sucedidos, portanto façam-no.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-10-24T22:48:40</issued>
    <title>Casa dos Segredos | O (nosso) problema.</title>
    <published>2011-10-24T22:15:58Z</published>
    <updated>2011-10-24T22:15:58Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Si-sBY8HVcM/TptXPzSLszI/AAAAAAAABwI/pPYHuyNuCVU/s320/5galacatia.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Custa-me acreditar que a televisão tenha descido tão baixo. Baixo, baixo, baixo ao nível de &lt;strong&gt;subverter a nossa vontade à nossa própria vontade&lt;/strong&gt;. Apesar de paradoxal e verdadeiramente redundante, eu acredito nisto que estou a dizer. Como aquelas pessoas que sabem que estão a fazer mal, mas fazem-no, sub-pretexteando o "mal" com a maior variedade de desculpas forjadas pela vergonha de quem quer, mas sabe que querer é errado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ser humano é &lt;em&gt;vouyeurista&lt;/em&gt;. Ponto final. Gostamos de ver os outros, gostamos daquele sabor agri-doce de ver o que não é nosso, quase descuidadamente e sem pretensão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Big Brother, experiência máxima desse entretenimento tão pouco nuclear mas tão ridiculamente engraçado: observar pessoas confinadas a uma casa, nas suas relações interpessoais. &lt;em&gt;Epic Win for Human Being&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, e apesar de eu considerar que os formatos televisivos não podiam descer tão baixo, eis que surge a casa dos segredos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Haaa fodasse, a casa dos segredos...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O que foi que a Casa dos Segredos trouxe de novo, perguntam vocês?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora bem, o formato não trouxe nada de novo. Os segredos são um acessório. A casa com pistas é de uma indiferença cavalar. As tarefas diárias continuam a mesma pasmaceira costumeira. No entanto, uma coisa mudou. &lt;strong&gt;O que mudou foi a forma magistral com que a produção do programa manipula o &lt;span style="text-decoration: line-through;"&gt;rigoroso&lt;/span&gt; processo de seleção - naturalista e aleatório que só ele&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A produção da Casa dos Segredos é o glitter do formato, é aquilo que nos faz odiar e amar ao mesmo tempo, é o que vai buscar o que o ser humano tem de pior. Ainda se lembram de quando eu falei ali em cima no sentimento "voyeurista" que o ser humano tem? Pois, a questão é que a Casa dos Segredos desce ainda mais baixo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aquele formato, com aquelas pessoas, fazem o ser humano, o incólume espectador, sentir-se superior. Faz com que uma pessoa se julgue extremamente sapiente e, por uns breves momentos, uma alma inspirada e soberbamente reluzente face aquele reles sociotipo que o ser humano julga ser representativo da sociedade portuguesa. Sim, de repente, uma pessoa consegue ridicularizar-se ao ponto do ridículo das outras, simplesmente por ter consciência que sabe coisas tão basilares como "países da América do Sul" ou sabe a "capital de Espanha"&lt;/strong&gt;. Muito bem pessoa que se julga espectacular, dou-lhe uma salva de palmas pelas excelências intelectuais da qual se faz serviçal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Somos assim tão rascas porque inconscientemente tiramos prazer ao ver um programa que faz ridículo dos seus intervenientes?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Talvez, no meu caso, só vejo a Casa dos Segredos porque acho um piadão à Cátia.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Enfim, humans being humans.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Tiago Vitória</name>
    </author>
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    <issued>2011-09-18T21:17:28</issued>
    <title>Etapa secundário. Feito.</title>
    <published>2011-09-18T20:35:41Z</published>
    <updated>2011-09-18T20:35:41Z</updated>
    <category term="arquivador da minha vida"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Uma perspectiva que há uns anos atrás me parecia ténue, é hoje uma realidade. Mais do que isso, é a possibilidade de conseguir um sonho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Ontem entrei no curso de Audiovisual da ESMAE (IPP). &lt;strong&gt;Para mim, mais do que ir para um sítio que me dê ferramentas necessárias para um mercado de trabalho, eu encarei - e encaro cada vez mais - esta oportunidade para cultivar e deixar consolidado uma coisa que para mim e para a minha vida é essencial, o cinema. A entrada no ESMAE é como uma forma para, ao mesmo tempo, me transcender enquanto sujeito criativo e conciliar um possível emprego no meu maior prazer.&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;Há coisa que pague isso?&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Eu sei que este curso do Politécnico do Porto não é exclusivamente virado para cinema, mas mesmo assim, aborda mais duas áreas fascinantes, a área da fotografia e da televisão. É uma turma de 25 alunos. É pequena, mas isso é bom, há um ensino mais coeso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Neste momento, lembro-me de um post que fez a Raquel no blog dela (&lt;a href="http://textosparasonhar.blogspot.com"&gt;http://textosparasonhar.blogspot.com&lt;/a&gt;) de quando acabou o secundário e entrou na faculdade. Ela dizia o quanto se sentia orgulhosa e com o sentimento de dever cumprido. Sinto-me exactamente igual. Saber que fiz o suficiente - sim, não sou espectacularmente prendado para fazer mais que o suficiente - para chegar aqui. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Estudei, estudei e estudei. Nem sempre sabia localizar-me, saber o caminho que tinha de fazer para chegar aqui. Às vezes parecia que já ia tarde, que tinha acordado tarde de mais para isto. Cheguei, chegou. Foi o suficiente e saber que entrei na minha primeira opção (e poderia ter entrado na segunda e terceira) é muito bom. É como se cada gota de esforço tivesse valido mais do que a pena. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Seria arrogante não agradecer as pessoas que me ajudaram como os professores, mas seria igualmente falso dizer que eles foram uns promotores assim tão relevantes para o meu sucesso. Agradeço, mas não exacerbo nada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Depois desta dissertação mais ou menos relâmpago, é hora de pensar na faculdade. Juro que vou dando notícias de como é aquilo por lá. Mas aconselho, para os interessados, em ler o meu &lt;a href="http://tiagovitoria.tumblr.com"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;tumblr&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Lá terá mais info.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tiagovitoria:31392</id>
    <author>
      <name>Tiago Vitória</name>
    </author>
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    <issued>2011-09-16T14:35:22</issued>
    <title>"Clubo dos Poetas Mortos" | Análise Sociológica</title>
    <published>2011-09-16T13:39:23Z</published>
    <updated>2011-09-22T19:20:09Z</updated>
    <category term="cinema - críticas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-small; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Tinha isto no computador e resolvi partilhar. Foi um texto pedido pela professora da disciplina de Sociologia que tinha como objectivo abordar, do ponto de vista sociológico, o filme: Clube dos Poetas Mortos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-small; font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Em qualitativa tirei muito bom.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Este filme foi seleccionado pela disciplina de Sociologia pelo seu tema ser a escola, esta que é um dos principais agentes de socialização dos indivíduos. O filme reproduz uma história centrada numa escola tradicional onde o professor é a autoridade máxima (Magister Dixit) e o objectivo dele, em concordância com os objectivos da escola é simplesmente formar os melhores alunos para estes entraram nas mais prestigiadas faculdades. Os alunos vêem sobretudo de famílias tradicionais (família nuclear) e abastadas onde, assim como na escola, o elemento masculino é a autoridade (sendo a mãe um elemento submisso – como podemos ver na cena em que &lt;em&gt;Perry&lt;/em&gt; decide suicidar-se). No entanto, o drama adensa-se quando chega um novo professor de literatura (ex-aluno) à escola de valores essencialmente conservadores, o professor chama-se Keating. Este professor, ensinado nos mesmos molde que até então se fazia sentir na escola, pauta as suas aulas com um cariz pouco ortodoxo (anti-tradicional) o que gera controvérsia na sua aceitação interna na escola devido aos seus métodos de ensino tão divergentes do resto dos professores e corpo intelectual da instituição. Quando os alunos, impulsionados pelo seu mais recente gosto pela poesia, descobrem o “Clube dos Poetas Mortos” (onde Keating foi membro), decidem reproduzi-lo. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Este Clube dos Poetas Mortos funciona como uma catarse dos sentimentos e emoções dos alunos, algo que eles não faziam nem na escola nem em casa&lt;/span&gt;. A empatia com o professor foi crescendo à medida que as aulas iam avançando e este lhes ensinava “valores” e modos de pensar, próximos da auto-determinação (procurar a verdadeira identidade) e do carpe diem (aproveitar o dia).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;No fim do enredo, o professor é marginalizado pela instituição escola apesar de ser aceite pelos alunos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;A nível sociológico, o que salta à vista deste filme são os comportamentos desviantes que um grupo de indivíduos protagonizou contra uma instituição social. A&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; não-aceitação dos valores vigentes criou um desviou à ordem social daquela instituição, ou seja, as normas, regras, formas de agir e pensar não foram reproduzidas pelos indivíduos&lt;/span&gt;, o que gerou a aplicação de sanções negativas por parte da instituição que, com os objectivos bem definidos quanto ao futuro que queriam dar aos seus alunos, criaram novamente uma aura de conformidade e submissão na tentativa de manter a ordem social.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tiagovitoria:31109</id>
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      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-09-14T11:57:44</issued>
    <title>tumblr.</title>
    <published>2011-09-14T11:01:09Z</published>
    <updated>2011-09-14T11:01:09Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Alguém que tenha interesse, sei lá, em visitar o meu tumblr, fica aqui o link - &lt;a href="http://tiagovitoria.tumblr.com" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;tiagovitoria.tumblr.com &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O tumblr chama-se "An Affais of Style" e aborda vários temas, entre os quais, diversos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais a sério. Moda, arte, pessoas, breves considerações e imagens que façam parte do meu imaginário. Considerando o tumblr uma âncora para este tão bem amado blog.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Passem por lá, sigam-me, mas se o fizerem, não se esqueçam de me dizer - eu retribuo tudo.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tiagovitoria:30936</id>
    <author>
      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-09-11T18:03:11</issued>
    <title>Ser hipster.</title>
    <published>2011-09-11T20:36:33Z</published>
    <updated>2011-09-13T14:56:25Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Muitos já ouviram esta expressão, &lt;em&gt;"hipster"&lt;/em&gt;, mas na verdade, poucas ou quase nenhuns sabem o que realmente significa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diariamente são criadas subculturas (nichos de uma cultura) que nos passam despercebido, no entanto, se analisássemos à nossa volta aquilo que as pessoas são, aquilo em que as pessoas acreditam, aquilo que ouvem ou vêem, se fossemos capazes de ter uma visão mais analítica sobre aquilo que nos diferencia e nos notabiliza como indivíduos, conseguiriamos ver que há uma tendência que cada vez mais se está a generalizar. Como todas as tendências, tem uma inicío e um término, mas para esta em particular, quando o seu término chegar, será cool outra vez.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffffff; color: #ff0000; font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;Mas afinal o que é ser hipster?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;O hipster é uma pessoa  que adopta tendências mas não deixa que as tendências o adoptem a si.&lt;/span&gt; Bem, pode parecer até meio paradoxal, mas na verdade, não é. Um &lt;em&gt;hipster&lt;/em&gt;, é alguém que tem bem definido os conceitos de cultura e que abomina todos aqueles que são ignorantes culturalmente, achando-se um &lt;em&gt;"early adopter"&lt;/em&gt; de produtos e de gostos. Pelo contrário, um &lt;em&gt;hipster&lt;/em&gt; não deixa que uma dada tendência molde aquilo que ele é; tudo o que está na moda é basicamente descartado pela subcultura hispter.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser hipster é practicamente fazer parte de uma contra-cultura, de um grupo de pessoas alternativas e independentes que rejeitam o pensamento massificado e a generalização de produtos ou gostos culturais. Isto é quase um círculo, porque para uma pessoa ter ou conhecer as coisas em primeira mão - antes delas serem rotuladas de &lt;em&gt;"mainstream"&lt;/em&gt; - tem de estar alerta culturalmente. Esta constante vigilância pela cultura e pelas iniciativas independentes (ouvir o que mais ninguém ouve, ver o que mais ninguém vê) gera uma espécie de superioridade nas pessoas &lt;em&gt;hipsters&lt;/em&gt;; uma superioridade cultural que muitas vezes se confunde com uma superioridade intelectual, sem nada ter haver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;img style="border: 0pt none;" src="http://colunistas.ig.com.br/lucioribeiro/files/2011/08/hipster.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #ff0000; font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;O que é preciso "ter" ou "ser" para realmente ser rotulado como uma pessoa &lt;em&gt;hipster&lt;/em&gt;?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma pessoa culturalmente interessada, com um sentido estético apurado e um pensamento escrupulosamente independente (ou &lt;em&gt;indie&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color: #808080;"&gt;Já expliquei em cima o porquê.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter uma atitude de rejeição perante aqueles que são "ignorantes" culturalmente. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Recusar o fluxo &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; da cultura. &lt;/strong&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Por exemplo: uma peça de roupa, tem de ser quase exclusivamente única. E, das duas uma, ou custou abaixo de €10 ou acima de €70.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ser uma pessoa metropolitana e citadina.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Uma pessoa hipster mistura-se entre os iguais mas não é um deles. A cidade e a vida urbana é um elemento essencial desta cultura, lugares como o &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Bairro Alto&lt;/span&gt;, o Chiado (Lisboa) ou as &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Galerias de Paris&lt;/span&gt; e a Ribeira (Porto) são sítios de eleição para se fazer passear uma pessoa hipster.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter um interesse e um conhecimento generalizado por um assunto particular.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Seja o assunto arte contemporânea, a literatura de Dostoievski ou o cinema expressionista alemão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ser um amante do vintage.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Mas sobretudo, saber misturar o moderno com apontamentos vintage; espécie de retro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ser uma pessoa polida e educada.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;A cultura hipster pauta-se por valores bem definidos e a polidez no trato é quase um assunto basilar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter um iPhone.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Um &lt;em&gt;hipster&lt;/em&gt; sem um iPhone é como um pedreiro sem pedra.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter uma conta no Twitter.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Sendo o iPhone uma das peças principais para dar autonomia de pensamento e partilhar em qualquer lugar o que vai na cabeça, tão criativa e profunda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Andar na rua com uma revista intelectualmente cultural.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Exemplos disso poderá ser a New Yorker ou a Esquire (quanto mais internacional for, melhor).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter uma bicicleta pasteleria.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Sabem....daquelas antigas e leves.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter uns óculos de massa.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;O ar intelectual é importante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Usar calças/calções justos.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Isto para que seja possível fazer duas dobras nas bordas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Frequentar cafés de influência vianense&lt;/strong&gt;. &lt;span style="color: #808080;"&gt;Aqueles cafés acolhedores que agora existem muito como o&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; Kaffehaus (Lisboa) ou a Casa de Ló (Porto.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ter um Moleskine para anotar pensamentos, ideias ou outra coisa qualquer.&lt;/strong&gt; &lt;span style="color: #808080;"&gt;Mas como o Moleskine está a ficar bastante mainstream, outras marcas como a &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Leuchtturm 46&lt;/span&gt; ou a "Chapéus há Muitos" já estão a emergir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E pronto, &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;se concordarem ou não, façam-me chegar a vossa opinião&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. Isto foi um post pessoal que resolvi fazer depois de ler um artigo no &lt;em&gt;jornal i&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tiagovitoria:30476</id>
    <author>
      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-09-10T15:41:02</issued>
    <title>O bolo que me faz olhinhos na pastelaria.</title>
    <published>2011-09-10T14:52:20Z</published>
    <updated>2011-09-10T14:52:20Z</updated>
    <category term="inspira-me"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Eu confesso que quando vou a um café ou a uma pastelaria, eu prefiro uma boa torrada e uma meia de leite (quente e clarinha) a um bolo ou a um pastel. Geralmente não costumo muito comer doces, porque apesar de até gostar de bolos, eu sou um bocado fanático com as calorias e com aquilo que engorda e faz engordar portanto prefiro não comer pastéis(apesar de a torrada também ter bastante gordura e hidratos....anyways).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, nos últimos tempos tem-me dado umas vontades incontroláveis e bastantes acentuadas de comer um bolo: um &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;strong&gt;mil-folhas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;! Com canela e açucar em pó por cima... Não sei porquê, mas geralmente é este o bolo que me apetece. Também costumam dizer que os bolos mais leves são aqueles que são menos calóricos, é quase um juntar do útil ao agradável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cxQLnvk6CJU/TacPDpMOuwI/AAAAAAAAAA4/v5iyY69To7c/s1600/2078895814_0451f24d2a.jpg" alt="" width="446" height="282" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: medium; font-family: arial black,avant garde;"&gt;MAS...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este não é o bolo que mais gosto. Aproveitei este post para partilhar o meu bolo preferido (e o da minha namorada). Nós somos completamente viciados neste bolo. Chama-se &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Croisssant de Amendoas e Chocolate&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; e só se encontra numa pastelaria que há no Porto chamada &lt;strong&gt;Boulangerie de Paris&lt;/strong&gt;. É uma óptima pastelaria com bolos de influência francesa (os donos são franceses) e com os típicos macarrons que andam na moda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas meus amigos, este bolinho....isto é qualquer coisa de especial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://4.bp.blogspot.com/_FsxY61hOy4w/TMsKJkQkN6I/AAAAAAAAF8Y/qYiaTICoZMM/s1600/100_1231.jpg" alt="" width="448" height="299" /&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-08-13T11:13:31</issued>
    <title>Ipsilon sobre Kanye West</title>
    <published>2011-08-13T10:21:23Z</published>
    <updated>2011-08-13T10:21:23Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;"Quando é publicado em 2004, com a bênção de Jay-Z, "The College Dropout" rapidamente vinca o contraste de Kanye com o restante meio hip-hop. Em terras criativas de gente sempre com as rimas apontadas à santíssima trindade de sexo, armas e ostentação de poder e riqueza, o background académico introduz no hip-hop de então um discurso fortemente reflexivo, com questionamentos éticos e religiosos. De certa forma, é uma preversão: West dispensa a linguagem das ruas para continuar a falar sobre elas. E trata o hip-hop como uma canção clássica, não a fechando num conjunto de regras previamente validadas por Jay-Z e companhia. &lt;strong&gt;Recusa igualmente a ideia simplista de que um baixo gordo e saturado com uma batida sintéctica e seca é condição necessária e suficiente para um final feliz. Esta postura rapidamente cola uma palavra ao seu estilo: "barroco".&lt;/strong&gt; E não sem alguma razão, uma vez que a ambição em Kanye é desmedida."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #808080;"&gt;Escrito por Gonçalo Frota no suplemento Ipsilon do Jornal Público&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-07-28T22:07:54</issued>
    <title>Stop being the mean of fakeness.</title>
    <published>2011-07-28T21:08:36Z</published>
    <updated>2011-07-28T21:08:36Z</updated>
    <category term="arquivador da minha vida"/>
    <content type="html">&lt;h6 class="uiStreamMessage"&gt;&lt;span class="messageBody" style="font-size: small;"&gt;Se a ignorância e o pretensiosmo matassem, estariamos hoje num Mundo melhor. Gastava-se menos água e vivíamos num país bem mais reconfortante, sem ter de ouvir constatações de inteligência amórfica. Só para que conste “You exist only in what you do.” de Federico Fellini.&lt;/span&gt;&lt;/h6&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:tiagovitoria:29835</id>
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      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-07-24T11:51:07</issued>
    <title>Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2 </title>
    <published>2011-07-24T10:56:45Z</published>
    <updated>2011-07-24T10:56:45Z</updated>
    <category term="cinema - críticas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c181321.r21.cf0.rackcdn.com/PHeKnkC0L2vThl_2_l.jpg" alt="" width="525" height="266" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eis que o derradeiro momento chegou. Depois de recordes de bilheteiras sucessivos e sucessos comerciais ao redor de todo o Mundo, a saga do feiticeiro mais famoso do Mundo e dos seus dois amigos, chega finalmente ao fim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Confirmou-se o inevitável. A direcção consultiva de &lt;strong&gt;J.K.Rowling&lt;/strong&gt; sobre os produtos audiovisuais foi avante e não houve nenhum momento em que o desvio criativo do filme não acompanhasse a narrativa literária. Não existiu nenhum &lt;em&gt;twist&lt;/em&gt; dramático, ninguém com verdadeira densidade psicológica morreu e no final de contas, contra todas as adversidades ultrapassadas, &lt;strong&gt;Harry&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Ron&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Hermione&lt;/strong&gt; acabaram por vencer a luta travada contra o Mundo das Trevas. Já Voldemort e os Devoradores da Morte tiveram o desenvolvimento esperado destas andanças: ¾ do filme com a esperança de que seriam massivamente destrutivos e vitoriosos; ¼ para confirmar que nenhuma história que se preze deixa os “maus” ganharem sobre os “bons”. Era soberbamente anti-pedagógico diga-se.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.cinema.ptgate.pt/filmes/7501"&gt;“Harry Potter e os Talismãs da Morte: Parte 2”&lt;/a&gt; confirmou a minha teoria de que, como continuidade de uma história, a divisão em dois filmes é uma estratégia errada. Não é que esta segunda parte por si só tenha funcionado como um mau filme, porque não funcionou de todo, mas como parte integrante de outra história, com espaçamento de 1 ano, houve aspectos que não funcionaram nada a favor. Vejamos, qual é o mal de termos um filme de 3h30m? A nível artístico não há mal nenhum, temos o exemplo do &lt;a href="http://www.cinema.ptgate.pt/filmes/3199"&gt;“Once Upon a Time in America”&lt;/a&gt;, do “Das Boot”, do &lt;a href="http://www.cinema.ptgate.pt/filmes/2147"&gt;“Les Misérables”&lt;/a&gt; ou até do &lt;a href="http://www.cinema.ptgate.pt/filmes/683"&gt;“The Green Mile”&lt;/a&gt; com &lt;strong&gt;Tom Hanks&lt;/strong&gt;; filmes de primeira linha, com histórias memoráveis e personagens assinaláveis no Mundo do cinema. No entanto, filmes de 3h30m geralmente falham num parâmetro: o intuito comercial. É muito difícil para um filme como o &lt;strong&gt;“Harry Potter”&lt;/strong&gt;, destinado a um público jovem – da geração do imediato e do cinema de entretenimento – consolidar um sucesso de bilheteira se eventualmente tivesse uma duração mais longa do que o comum, simplesmente não funciona, o próprio público carece de maturidade para que funcione. A nível comercial foi uma jogada exímia da produtora. A nível narrativo e cinematográfico, a divisão não foi brilhante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este último filme quer claramente esbater o aborrecimento lírico que foi a Parte 1, um &lt;em&gt;“road trip”&lt;/em&gt; com pouca substância e necessitado de uma continuação o mais rapidamente possível.&lt;br /&gt; Com fronteiras pouco definidas, esta “Parte 2” funcionou como catalisador de todos os excessos que precisavam de ser contados, (talismãs, metodologias do Mundo mágico, exércitos de feiticeiros, mortes, destruições…) foi um afunilar de acontecimentos essenciais que em alguns momentos deixavam com perplexidade o espectador mais fiel. Perguntas como &lt;em&gt;“Como é que eles num único filme encontram as 3 peças para destruir o Valdemort? Nos outros, andaram a brincar?”&lt;/em&gt;, ou então, &lt;em&gt;“Como é que é possível numa sala com milhões de objectos, ele ir direito ao sítio onde repousava a caixa com a tiara?”&lt;/em&gt;, foram questões que assaltaram até os fãs menos cépticos. A nível argumentativo, &lt;strong&gt;Steve Kloves&lt;/strong&gt; desceu um degrau na adaptação do livro. Ou isso, ou essa adaptação foi negligenciada em detrimento da espectacularidade visual – denominador comum dos &lt;em&gt;blockbusters&lt;/em&gt; –, essa sim, com uma produção que fez jus aos 250 milhões de dólares gastos, deixando uma sensação de brevidade no público, que queria ver mais e mais das lutas titânicas entre os alunos de Hogwarts e os Devoradores da Morte. Aparte que o 3D foi previsível e desnecessário, consumando-se em mais uma jogada de marketing.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, e apesar de todos estes parâmetros que se revelaram menos entusiasmantes do que o esperado, o filme, como película independente, não deixou de ser um produto interessante e que, em comparação com o início da saga, tem vindo a revelar uma maior sensibilidade artística a nível de fotografia – espantosa trabalho de &lt;strong&gt;Eduardo Serra&lt;/strong&gt; – e uma estética mais fúnebre, escura e sombria à medida que os filmes são feitos e os anos vão passando com os protagonistas aperceberem-se que afinal Hogwarts já não é o sítio seguro que em tempos foi, sendo agora palco do mais atroz sofrimento e subversão das personagens, estas que pela primeira vez ao longo da saga, ganharam realmente densidade dramática e psicológica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A realização confirmou os bons ventos com que &lt;strong&gt;David Yates&lt;/strong&gt; está a ser brindado, confirmando-o como um astuto realizador e director de actores, que está a ver o seu trabalho a ser consolidado e reconhecido nestes últimos 4 filmes do&lt;strong&gt; Harry Potter&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt; Pode-se ainda referir a qualidade magistral das actuações de &lt;strong&gt;Ralph Fiennes&lt;/strong&gt; (Voldemort), &lt;strong&gt;Alan Rickman&lt;/strong&gt; (Severus Snape) e da &lt;strong&gt;Helena Bonham Carter&lt;/strong&gt; (Bellatrix) , assim como todo o hype e trabalho de publicidade à volta do filme, este que se confirmará como uma das sagas mais memoráveis da história do cinema, restringindo o seu valor à escrita fantástica de &lt;strong&gt;J.K.Rowling&lt;/strong&gt;, à produção investidora da Warner Bros., e à estratégia astuta de colocar realizadores que fizessem acompanhar o filme de um amadurecimento progressivo ao longo dos ano. Foram eles: &lt;strong&gt;Chris Columbus&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Alfonso Cuáron&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; Mike Newell&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;David Yates&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sempre que se sentirem nostálgicos em relação à saga, lembrem-se das palavras de &lt;strong&gt;J.K.Rowling&lt;/strong&gt; na premier em Londres do oitavo capítulo &lt;span style="color: #ff0000;"&gt;&lt;em&gt;"Hogwarts will always be there to welcome you home."&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-04T18:11:39</issued>
    <title>Cinema Portugal / Cinema ptgate </title>
    <published>2011-07-04T17:24:24Z</published>
    <updated>2011-07-04T17:24:24Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;É com muita pompa e num contexto singular que vos dou uma notícia que me é de um agrado imenso. Apesar de algumas pessoas já saberem que eu sou um autêntico underachiever - nunca levo nenhum projecto até ao fim, muito devido à pluralidade de gostos que me detêem, mas isso são conversas para outras ocasiões - a questão é que eu vou sempre tentando procurar novos desafios e novas cruzadas para entreter o bastião da minha religiosidade, que muitas já devem saber, são os filmes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto neste ponto, chegou-me até as mãos (através de um rapaz no twitter) a informação que o &lt;a href="http://www.facebook.com/cinemaptgate" target="_blank"&gt;Cinema ptgate / Cinema Portugal&lt;/a&gt;, um dos maiores (senão o maior) site de cinema em Portugal estava a procura de cronistas e jovens para escrever artigos da mais variada etnia, religião e ,mais comumente utilizada, espécie. Nestes termos, decidi arriscar e mandar o meu currículo por e-mail. Este currículo tinha um vastíssimo número de relevância - claro que tinha - entre elas, a referência a este blog, a referência aos textos do "a35mm" e a referência à minha integração no grupo (fechado) de Bloggers Cinéfilos no Facebook. Posto isto, recebi a resposta e qual foi o meu espanto quando li que tinha sido ACEITE!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo assim é o que se passa. Sou um dos novos cronistas do &lt;a href="http://www.cinemaportugal.com/"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Cinema Portugal!&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; E espero que passem por lá para ler os meus textos. Visto que agora vou começar a escrever mais lá sobre cinema, pondo depois aqui o link dos meus textos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi um update da minha actualidade#&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-28T18:30:29</issued>
    <title>Se pudesse recuar um ano no tempo, que conselho ofereceria si próprio?</title>
    <published>2011-06-28T17:39:46Z</published>
    <updated>2011-06-28T21:01:25Z</updated>
    <category term="inspira-me"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Esta vai ser fácil.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se agora pudesse viajar no tempo e encontrar-me na rua, dava um conselho bastante valioso a mim próprio. Levava-me para um sítio sossegado e dizia-me com toda a passividade que o meu ser teria naquela altura (para ouvir e para falar): &lt;span style="color: #808080;"&gt;&lt;strong&gt;"Tiago, deixa a imaturidade e brinca com alguém do teu tamanho."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Posto isto, recolhia a mão do meu próprio ombro que respaldava enquanto ouvia as minhas próprias sonatas e deixava-me apenas com a sensação de dever cumprido e com a esperança que o meu conselho fosse a cadeira que infelizmente eu não cheguei a ter quando caí. Talvez porque não cheguei a viajar no tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Haaaaaaaaa, mas não é tudo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Felizmente o "alguém do meu tamanho" encontrou-me, deu-me a mão, levantou-me, olhou para mim, abraçou-me e a sua ternura dos anos passados, mas não esquecidos, mostrou-me que por vezes &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;não é preciso uma cadeira para quando cairmos, mas sim uma mão para nos puder levantar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-24T12:13:05</issued>
    <title>tiagovitoria @ 2011-06-24T12:13:05</title>
    <published>2011-06-24T11:13:34Z</published>
    <updated>2011-06-24T11:13:34Z</updated>
    <category term="arquivador da minha vida"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffffff; color: #ff0000; font-size: medium;"&gt;A melhor forma para se estudar é simplesmente querer aprender.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-12T21:43:18</issued>
    <title>Sacanas Sem Lei - Moleskine Film Journal</title>
    <published>2011-06-12T20:45:04Z</published>
    <updated>2011-06-19T12:00:49Z</updated>
    <category term="moleskine film journal"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;A minha segunda entrada ficou espectacular! Usei recortes que tinha guardado de um artigo do jornal i sobre o mais recente filme do Tarantino "Sacanas Sem Lei".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm6.static.flickr.com/5261/5826033826_a22063005d.jpg" alt="IMG_0148" width="375" height="500" /&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-12T21:34:58</issued>
    <title>Kill Bill - Moleskine Film Journal</title>
    <published>2011-06-12T20:43:15Z</published>
    <updated>2011-06-12T20:46:03Z</updated>
    <category term="moleskine film journal"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://www.flickr.com/photos/64002592@N04/5826033240/" alt="" /&gt;A minha primeira entrada no Moleskine Film Journal coube ao meu filme preferido. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;strong&gt;Kill Bill Vol. 1&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm6.static.flickr.com/5221/5826033240_e35b2d2b79.jpg" alt="IMG_0147" width="375" height="500" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-12T21:18:24</issued>
    <title>Moleskine Film Journal</title>
    <published>2011-06-12T20:32:45Z</published>
    <updated>2011-06-12T20:34:55Z</updated>
    <category term="moleskine film journal"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/wNKqn5Q1xS8" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O meu irmão, menino de ouro da minha existência, deu-me nos meus anos o &lt;strong&gt;Moleskine Film Journal&lt;/strong&gt;. Depois de eu ver o video de apresentação (o de cima) fiquei fascinado com esta base de dados - escrita - para cinéfilos e deitei desde logo os meus olhos de pretensão sobre o objecto referido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, e porque toda a bela história tem um "no entanto", dado ao grafismo de nível elevado que o vídeo fazia o caderno dos filmes parecer, todo com recortes e letras devidamente colocadas no sítio certo, eu retraí-me e à meio ano que ainda não tive coragem de tocar nele. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;ATÉ HOJE!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir de agora, sempre que meter uma entrada no caderno dos filmes, vou postar aqui o devido resultado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vou já pôr os dois primeiros!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-11T22:39:42</issued>
    <title>(Not so) Old guys.</title>
    <published>2011-06-11T22:23:56Z</published>
    <updated>2011-06-27T09:52:01Z</updated>
    <category term="cinema - críticas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Clint Eastwood, Tommy Lee Jones, Donald Sutherland e James Garner&lt;/strong&gt;. Têm em comum o tempo que esperaram para realizar o seu sonho: 40 anos para chegarem ao espaço.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://www.haro-online.com/stuff/spaceco2.jpg" alt="" width="513" height="342" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"Space Cowboys"&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Clint Eastwood&lt;/strong&gt; é muito mais do que os 6.3/10 que o IMDb quer atribuir. Este é um filme bem menos irreverente do que aparenta, toda a magnificiência da mensagem está subentendida e encapuçada por uma estranha teimosia e voz arguta  que sisma em não morrer por parte dos 4 jovens que se apoderaram da missão de reparar o que só eles sabem e não poderem esquecer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;"Space Cowboys"&lt;/strong&gt; é a história da velhice. Da verdadeira velhice. Da valorização dessa mesma velhice através da sistemática e incorruptível casmorrice que se adquire com ela. Clint quis fazer a catarse, não só da malta sénior (malta essa que devia ter incluído também moços como &lt;strong&gt;Michael des Barres&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Tom Skerritt&lt;/strong&gt;) mas também a catarse da sua própria filmografia. No more &lt;em&gt;dirty as fuck Harry&lt;/em&gt;! A era 2000 é para ser tratada com outro trato, com outra rude subtileza. É aí que surge os cowboys do espaço - a história de 4 jovens da Força Aérea (futura NASA) que são chamados a reparar um satélite que entrará em rota de colisão com a terra, isto depois de à 40 anos serem trocados por um hominídeo bem mais simpáctico para a travessia espacial que todos anseavam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dado as várias considerações que podiam ser tecidas, mas sinceramente para isso podem ler as respectivas de outros sítios na internet, eu remeto-me para o facto deste filme, apesar de ter clichés surpreendentes como "[Houston] We have a problem", sabe usar-se da excepcional capacidade hierarquizante que a idade cria (e muito bem) sobre os mais jovens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: medium; background-color: #ffffff; color: #808080;"&gt;&lt;em&gt;"Have you noticed how everybody seems to be dead lately?"&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outra lado (ainda no bom), é impressionante o casting do filme. Diria até que é o mais impressionante de todo o filme - e só ocupa 1/5 dele. O trabalho de casting foi espectacular!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eli Craig&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Toby Stephens&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;John Mallory Asher&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Matt McColm&lt;/strong&gt; foram as melhores escolhas possíveis e imaginárias para a caracterização jovem do &lt;em&gt;old bunch&lt;/em&gt; do filme. As expressões, os gestos, os risos e até a própria dialéctica teve um cuidado por vezes bem maior do que outros aspectos do filme. Repare-se por exemplo no riso quase infantil do &lt;strong&gt;John Asher&lt;/strong&gt; e do &lt;strong&gt;Donal Sutherland&lt;/strong&gt;. É IGUAL! Ou então na expressão da boca no &lt;strong&gt;Eli Craig&lt;/strong&gt; e depois no &lt;strong&gt;Tommy Lee Jones&lt;/strong&gt;? CONTINUA A SER IGUAL.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ok, eu sei que sou só a única pessoa a preocupar-se com estes detalhes insignificantes para o bom funcionamento de um filme sobre viagens espaciais, mas o que é que querem? Para mim um filme faz-se nos detalhes. Detalhes como estes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-06-05T16:00:31</issued>
    <title>Eleições de 5 de Junho</title>
    <published>2011-06-05T15:07:41Z</published>
    <updated>2011-06-05T15:09:32Z</updated>
    <category term="arquivador da actualidade"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Fui votar. Acontecimento solene que acontece de quando em vez nas nossas vidas e nos mostram o quão é valioso o direito de cidadania que adquirimos com a vinda de um estado democrático. É verdade que a abstenção mostra que esse direito está cada vez mais enublado nas vidas das pessoas, por isto ou por aquilo, as pessoas preterem o direito da cruz ao conforto do lar - sem querer estar a tirar mérito ao conforto do lar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ida à escola preparatório, lugar dos votantes da freguesia, não me trouxe recordações de maior. Excepto, claro, saber que o índice de inteligência continua baixo: a bandeira foi hasteada ao contrário. Talvez pensassem que a nossa era daquelas como a da Inglaterra ou da França onde a orientação não interessa...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cheguei à sala de voto com a curiosidade em saber se o &lt;em&gt;Cardmobili&lt;/em&gt; ia funcionar. Funcionou! Abri a aplicação no meu iPhone, entreguei ao senhor que confirmou o meu nome no caderninho de votante e assim sendo lá me foi entregue a folha A4 com a panóplia de partidos, alguns que durante estas ultimas semanas nem ouvi nada deles. Eclipsados totalmente pelo PS, PSD, CDS-PP, CDU e BE (normal...).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto assim se passou. Reparei também no facto de na minha secção não estar lá pessoas mais jovens e que a simpatia dos "voluntários" (que amanhã têm tolerância) não existe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero sinceramente que ganhe quem ganhar, faça a crise mundial parecer menos proeminente aqui em terras dos pequenos grandes ou mais ou menos portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para aqueles que não foram votar: aprecio a vossa sensibilidade para o activismo humano e cívico.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Tiago Vitória</name>
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    <issued>2011-04-23T22:55:53</issued>
    <title>Instruir-vos no RAP #3</title>
    <published>2011-04-23T22:10:47Z</published>
    <updated>2011-04-23T22:10:47Z</updated>
    <category term="rap lessons"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span id="eow-title" style="font-size: medium;" title="Rappers Delight - Sugarhill Gang" dir="ltr"&gt; "Rappers Delight - Sugarhill Gang"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span title="Rappers Delight - Sugarhill Gang" dir="ltr"&gt;Ninguém diria que as raízes de um estilo musical poderia ser tão &lt;em&gt;funky&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span title="Rappers Delight - Sugarhill Gang" dir="ltr"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="425" height="344" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true" /&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always" /&gt;&lt;param name="src" value="http://www.youtube.com/v/shkqz9pCrMM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" /&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;embed style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/shkqz9pCrMM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para quem não sabe, este foi o primeiro single editado da história do RAP. Wonder Mike, juntamente com RUN D.M.C, Grandmaster Flash and the Furious Five ou Funky 4+1 foram as raízes do estilo musical que pela primeira vez juntava um djing de pratos, uns moços a dançar, uns grafiteiros a grafitar e um MC a animar. O estilo nascido era o hip-hop.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na metade dos anos '70 isto era o rap que nascia dos bairros de Bronx (NY), melodias que apelavam ao "move ya feet" e uma sonoridade bem funky que ilustrava temas como o chillin', o uso de drogas (na positiva, quase num sentido liberalista e hippie) ou até &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apreciem as raízes e oiçam com descontração! Se quiserem mais sons deste genero (old skool + funky beat) , eu posso dizer-vos títulos por exemplo o "&lt;span id="eow-title" title="Rapping And Rocking The House - The Funky 4+1" dir="ltr"&gt;Rapping And Rocking The House" dos Funky 4 +1 (a primeira banda de rap com uma vocalista), &lt;span id="eow-title" title="grandmaster flash &amp;amp; the furious five - white lines" dir="ltr"&gt;"White Lines" dos Grandmaster Flash &amp;amp; The Furious Five (que é a música dos separadores da Sic Radical) ou a "AJ Scratch" do Kurtis Blow.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero que tenham gostado desta breve elucidação sobre as raízes do RAP, eu também não sou um especialista mas tentei partilhar os poucos conhecimentos que tenho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperem pela próxima, vou trazer-vos algo muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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